Celebrar, sempre, o Dia do Idoso!
Na data em que se celebra o Dia Internacional do Idoso, mostramos como nos adaptámos à nova tipologia de vivência em “tempos COVID”, nas respostas sociais seniores.
Face à necessidade de reajuste de rotinas e projetos Institucionais, o Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro, procurou dar continuidade às atividades passiveis de se manterem, ajustando os procedimentos de forma a torna-las seguras, incluindo nomeadamente o transporte de algumas iniciativas para plataformas digitais.
A adaptação dos nossos utentes a esta nova forma de interação social, tem-nos surpreendido. Sempre acompanhados fisicamente pela equipa técnica, a aceitação e alegria nos reencontros com quem não pode estar presencialmente, tem sido evidente. O percurso que estamos a seguir a nível da dinamização, tem em vista a redução do isolamento social dos nossos seniores, pela recuperação do contato com os técnicos e voluntários que já anteriormente faziam parte do seu dia a dia.
O que tem acontecido na Residência Nsa. Sra. Esperança?
Semanalmente e online, ioga para seniores, dinamizado por duas das nossas técnicas voluntárias, Sofia Borrego e Ana Damaso. Exercitar o corpo e conduzir ao relaxamento continua a ser o mote, apesar de terem sido feitos alguns reajustes, como o da posição (de vertical, passámos à de sentados) ou o enfase dado anteriormente a exercícios de respiração, que foi agora anulado, tendo em conta a utilização de máscaras faciais.
Não sendo possível manter os passeios semanais a locais do nosso concelho, os seniores têm passeado virtualmente pelo nosso país, conhecendo mesmo alguns locais que, por limitações físicas, já não conseguiriam visitar pessoalmente.
Encontros pontuais e digitais com grupos de crianças da Instituição (de forma a perpetuar as atividades intergeracionais que fazem, já há décadas, parte do nosso Plano de Atividades Anual - PAA), promovem a imaginação e a evocação de memórias contadas por estes “avós” a seus “netos”.
Integrámos ainda recentemente o projeto Dança e Gira, promovido digitalmente pela Câmara Municipal de Almada, que alia a estimulação cognitiva à motora, com enfoque no ritmo. Treinam-se movimentos, que recordam ações do dia a dia, sendo depois introduzidos numa sequencia bem definida na melodia selecionada. Obtém-se uma coreografia de grupo, onde cada um reflete as suas capacidades, mas também a sua personalidade.
Outras das atividades mais recorrentes, foram também adaptadas: jogos coletivos de estimulação, sessões de movimento (dinamizadas pela equipa de fisioterapia) ou mesmo as tardes de bingo. A individualização de materiais, a divisão dos utentes por pequenos grupos e a manutenção da distância entre eles, tem permitido manter a realização destas iniciativas coletivas.
As atividades em São Paulo
Em São Paulo, a participação dos utentes na delineação das atividades já era habitual, ganhando novo folego presentemente. Conscientes das limitações sociais atuais, o grupo de residentes desta Casa ajudou na nova planificação, optando por manter grande parte das iniciativas que já eram dinamizadas: arterapia, bingo, sessões informativas (promovidas pela equipa de animação e/ou de saúde sobre dias temáticos), classe de movimento e as sessões de cinema. Os habituais bailes semanais da Casa de São Paulo, mantiveram-se com a cooperação dos utentes, que atestam o distanciamento social.
Alguns dos próprios residentes estão a tornar-se dinamizadores de atividades, nomeadamente em sessões de leitura para as pessoas mais dependentes da casa ou o atelier de alfabetização, dirigido por uma antiga professora e destinado aos residentes com baixo grau de ensino.
Em andamento está o projeto “Toca a banda”, iniciativa que pretende a instrumentalização de algumas músicas clássicas através de instrumentos construídos com materiais de reciclagem, e que visa a recuperação de um anterior projeto, a “Orquestra Maior”, que em tempos de pandemia, não pôde dar continuidade nos mesmos moldes.
Tudo em prol da promoção do envelhecimento ativo dos nossos utentes, pela crença de que mantendo-se ativos e procurando vivências que os valorizem, conduzimo-los ao desejo de continuar a aprender exercitando o corpo e a mente.